Saturday, January 28, 2012 7:57 PM

Faria Canto Magico & Sonhos

 

Sala do poeta e amigo

Ógui Lourenço Mauri

Ógui Lourenço Mauri

Sou leonino. Nasci num 10 de agosto,
no mesmo dia em que veio ao mundo
o cantor Agepê (já falecido).
Minha "contagem
progressiva e sem volta"
já passou dos 60
(sessenta). Algumas figuras
bastante conhecidas
fazem aniversário no
mesmo dia em que acontece o meu.
Caso do ator Fábio Assunção,
da cantora Fafá de Belém e do
"sex-symbol" Antonio Banderas.
O grande escritor Jorge Amado,
que nos deixou em 06/08/2001,
nasceu num 10 de agosto,
30 anos à minha frente
(e aqui vale a distância
que nos separa no talento).
É bem provável que todas essas
"feras" apareçam no cenário
para compensar minha insignificância.
Sou natural de Irapuã, pacata cidade
nas proximidades de
São José do Rio Preto (SP),
mas resido em Catanduva,
na mesma região,
desde a adolescência e
com algumas saídas temporárias
por razões profissionais
(fui bancário e professor).
Gosto de Deus, acima de tudo;
de minha família, de meus amigos
de verdade e de meu país.
Sou "viciado" em leitura
(livros, jornais, revistas),
em escrever poesias e em
futebol (aqui, o Palmeiras).
Sinto-me feliz ao ajudar,
no anonimato, os necessitados.
Não gosto de pessoas falsas,
de exibicionistas e de mal-educados;
abomino a inveja, a maledicência
e o desrespeito às leis e aos
costumes sadios
consagrados na sociedade.

DOCE SAUDADE

Ógui Lourenço Mauri

 

Quando leio teus versos tão sensuais,

Com pitadas de uma fêmea provocante,

Sou tomado do impulso de querer mais,

Ganas de estar contigo naquele instante.

 

Uma doce saudade me vem à mente,

Recordações fazem meu sangue ferver.

Frustrado, vejo que não estás presente

E que tudo que eu quero não pode ser.

 

Vem-me à lembrança nossa alcova de amor,

De quando nos encontramos, afinal. 

Paixões incontidas no seu esplendor,

Enlevos a dois, numa entrega total.

 

Doce saudade de teu lindo sorriso,

De teus cabelos sedosos, cor de mel;

Detalhes que afetam meu frágil juízo,

Que não suporta esta distância cruel.

 

Hoje, sou dependente de tua poesia.

Ela é a fonte desta doce saudade.

Sentimento que se aflora a cada dia,

Num sonho só, preso na felicidade.

 

Catanduva (SP), 03 de julho de 2010.

Ógui Lourenço Mauri

NÓS DOIS, O LUAR... E DEUS!
Ógui Lourenço Mauri

Para ti, eu não tenho propostas...
Para ti, eu acumulo sonhos.
Uma paixão de enfoques risonhos,
Bem como eu quero e como tu gostas.

Penso em nós dois num lugar bucólico,
Sob lua cheia, em praia deserta.
Presos ao que a natureza oferta,
Máxime às delícias do manto eólico.

Sonho ao luar ver teus olhos lindos
A dizer aos meus que tu me amas.
Constatar nossos corpos em chamas
Por força dos fluidos bons advindos.

Abraçar-te-ei forte, com carinho,
É o que meu coração mais anseia.
Da vertical, cairemos na areia,
Sob afrodisíaco olor marinho.

Feliz, beijarei os lábios teus
Até os píncaros do sabor.
No auge de nossa explosão de amor...
Que lindo!... Nós dois, o luar... e Deus!

Catanduva (SP), 14.12.2008

Ógui Lourenço Mauri

O SOL, DE NOVO...
Ógui Lourenço Mauri

A escuridão da longa noite se vai...
A mulher vê que a madrugada agoniza,
A espera está no fim, sua alma regozija:
O Sol está de volta; Glórias ao Pai!

Com as trevas, não foi fácil se imiscuir,
Sentiu a falta do "astro-rei" de sua vida...
Na ausência dele, teve a maior ferida,
Ao ver um dos tesouros, de ambos, partir.

Assimilou o baque de forma rara...
Foi pura provação desta sua Passagem!
Porém, dando mostras de muita coragem,
Seguiu à risca o que Deus lhe reservara.

Quanta expectativa!... Desespero, até!...
O Sol está a caminho, é a luz novamente!
Com a ideia fixa no retorno iminente,
Ganha o presente por não perder a fé...

Dele, vai sentir outra vez o calor,
Contará de novo com sua proteção.
Afagos, de coração pra coração...
Nova alvorada... continuação do amor!

Catanduva, 24/07/2007

Ógui Lourenço Mauri

DANÇA NA PENUMBRA
Ógui Lourenço Mauri

Entre quatro paredes, na penumbra;
Juntos na tão sonhada pista, enfim;
Teus contornos justapostos a mim...
A felicidade que se vislumbra!
 
A música é só nossa, aconchegante...
E, dançando, vejo-te mais bonita.
Colado ao teu, meu coração palpita;
Junto ao meu, em batida unissonante.
 
Rostos colados, falando baixinho,
Enquanto a música enleva o ambiente,
Sinto-me à mercê do clima envolvente,
Desmanchando-me em te fazer carinho.
 
Na dança lenta, nossas confidências...
Tua voz rouca a acariciar meu ouvido.
Teus passos, quando mudam o sentido,
Tocam de leve minhas saliências.

Quero bailar até de manhãzinha,
Pois estou encantado com tua dança.
Há clima de amor gerando esperança
De que para sempre tu serás minha.
 
Catanduva (SP) 16/08/2009

Ógui Lourenço Mauri

AH, O AMOR!...
Ógui Lourenço Mauri

Ah, o amor!... Mola propulsora da vida...
A verdade que aprendi ao te conhecer!
Sentimento sinônimo do poder
Que traz esperanças na exata medida.

Ah, o amor!... Tinta viva de uma aquarela!
Ou fonte de inspiração de um menestrel...
Para o pintor, faz complemento ao pincel;
Liga o poeta à musa nos versos pra ela.

Ah, o amor!... Comunhão de dois corações!
Corpo e alma unidos em um lugar qualquer...
Eu sou teu homem e tu minha mulher,
Felizes, experimentando emoções.

Ah, o amor!... Que entrelaçou nossos destinos!
Por completo, deu-nos a felicidade,
Sustentada por nossa cumplicidade,
Deliciosa nos afagos repentinos.

Ah, o amor!... Que me devolveu a alegria
Quando eu já sucumbira com meus fracassos.
Vieste em definitivo pra meus braços...
E nos tornamos um só naquele dia!

Catanduva (SP), 23/05/2008

Ógui Lourenço Mauri

Bem-Vindo, Ano Novo!
Ógui Lourenço Mauri

Pretendo, em pleno festejo de Ano-Novo,
Dizer ao ano novo: Seja bem-vindo!
Penso reforçar a esperança do povo,
Certo de que bons tempos estão surgindo.

Anseio, no transcurso do ano vindouro,
Minha Pátria em seu verdadeiro lugar.
De progresso galopante e imorredouro,
Escorado em democracia exemplar.

Bem-vindo, ano novo!... Quem diz é o Brasil,
Florão da América, em flagrante progresso.
Forte economia, com riquezas mil,
De horizontes amplos, de muito sucesso.

Eu quero um ano novo bem brasileiro.
Meu desejo é que a Pátria dê uma guinada.
Que detone o político trapaceiro,
Que tenha, em seus Poderes, gente ilibada.

A nação brasileira, multirracial,
Dá exemplo ao mundo de sua alegria.
Que, neste ano novo, o orgulho nacional
Se plasme no trabalho, paz e harmonia.

Bem-vindo, ano novo!... Há muita euforia!
Do brasileiro jovem e do mais velho.
O Brasil não vai frustrar a profecia:
Coração do Mundo, Pátria do Evangelho!

Catanduva (SP), 30/12/2011.
Ógui Lourenço Mauri

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AMOR AO SOM DA CACHOEIRA

Ógui Lourenço Mauri

Numa suíte ao lado das cataratas...

Do janelão, linda vista panorâmica.

Céu estrelado, lua cheia entre as matas,

Cama convidativa, artes de cerâmica.

 

Só mesmo o local inovou na rotina...

"Dia dos Namorados" em nada altera.

Nós o temos com a proteção divina,

Ocorre todos os dias, sem espera.

 

Foi Eros quem fez cruzar nossos destinos,

Milagre de um amor mantido a poesias.

Vivemos a trocar versos repentinos,

Somos namorados de todos os dias.

 

Junto às cataratas, porém, foi incrível...

Nossas vestes aos poucos abandonadas,

Mútuos desejos ultrapassando o nível

E explosões de prazer enfim alcançadas.

 

Após o amor, muitos beijos e carícias,

Revelações de sonhos de vida a dois.

Envolvimento total nessas delícias,

Sono reconfortante vindo depois.

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 12/06/2011.

SOLITÁRIOS PASSOS
Ógui Lourenço Mauri

Para mim, és agasalho das Alturas,
Que me chegou à metade do caminho.
Contigo, sei que não estarei sozinho,
Face à cumplicidade nas horas duras.

Com teus olhos, reergueste minha autoestima,
A mando dEle, na raia tu entraste.
De minha vida, foste tu o guindaste
Que, por Deus, fez eu dar a volta por cima.

Estar só, hoje não passa de lembrança.
Meus solitários passos foram de vez.
No mar bravio, em que o tempo se refez.
Depois da tempestade, veio a bonança.

Foste o bálsamo para minha ferida,
Que surgira de meus passos solitários.
Tu trouxeste os ingredientes necessários
Ao nosso amor, em retomada de vida.

Sinto mais um anjo do que uma mulher,
Em teu aconchego, que igual nunca vi.
Dos solitários passos antes de ti,
Não tenho saudade, um tiquinho sequer...
Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 20/10/2010.

 

A COR DOS OLHOS DELA

Ógui Lourenço Mauri

O matiz dos olhos dela é uma pintura,
Qual um lago urbano que, à toa, mentalizo.
O azul das águas completa a formosura
Do predomínio esverdeado, tão preciso.

Em seus olhos, vejo um lago cristalino,
Sem perder o verde, refletindo o céu...
E quando chove é seu choro repentino;
É saudade de mim, descendo seu véu.

A cor dos olhos dela esnoba a beleza,
Não acredito que se encontre outra igual.
O predomínio esverdeado é a Natureza,
Com a cor do céu no retoque final.

É um lago azul, de friso verde ao redor.
Manso, mas sempre sujeito a oscilação.
Às vezes, faz revoltos que sei de cor,
Presos aos ditames de seu coração.

A cor dos olhos dela foi o atrativo
Que me fez um cativo de seu fascínio.
Que me pôs no peito um lugar exclusivo,
Num coração à mercê de seu domínio.

© Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 15.03.2009

 

O FASCÍNIO DO TEU SORRISO

Ógui Lourenço Mauri

Não sei como tu consegues ser assim!...
Nenhum contratempo tira teu sorriso.
Eu também queria tal postura pra mim.
É de um humor igual ao teu que preciso...

De tua euforia, tenho feito meu remédio,
Minha terapia é teu rosto risonho.
É sempre tua alegria que me espanta o tédio,
Preso aos fluidos de tu'alma me recomponho.

Ah!... Se Deus me desse teu temperamento...
De quem sorri mesmo nas horas mais duras,
A esperança anularia meu desalento,
Fazendo meu astral chegar às alturas.

Este teu sorriso de puro fascínio,
Com todo o charme de matiz cativante,
Deixou meu coração sob teu domínio,
Prisioneiro de outro, num peito triunfante.

Quando noto, de orelha a orelha, teus lábios,
Um traçado horizontal num rosto lindo,
Percebo-te a usar a estratégia dos sábios,
Convicto de que me ganhaste sorrindo.
Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 03.01.2008

 

NATAL A DOIS

Ógui Lourenço Mauri

Uma suíte linda, estilo colonial...

Decoração tocante, em sublime ambiente.

Cama bem grande, das que sobram pra gente,

Aninhando nossa noite de Natal.

 

No teto, lustre de lâmpadas austríacas.

Duas amplas janelas de belas cortinas.

Mesinha, cadeiras e mobílias finas,

Entre quatro paredes afrodisíacas.

 

Papai Noel, o senhor é tão bonzinho!

Contemplou-nos com algo bem singular...

Natal de mútuos presentes para amar.

Noite de paz, prazer e muito carinho!

 

Nada a perturbar nosso momento a dois.

Nem o povo nas ruas e os rojões.

Ouvimos o pulsar de dois corações 

E tudo o mais nós deixamos pra depois.

 

Tu és meu presente de Papai Noel,

Um longo sonho que vira realidade.

Somos almas gêmeas com a faculdade

De ter no Natal nossa lua de mel.

 

Catanduva (SP), 24/12/2010.

Ógui Lourenço Mauri

 

A MÚSICA DE MINHA VIDA
Ógui Lourenço Mauri

Eros, o deus do amor, plasmou minha vida
Quando, ao acaso, eu escutava contigo
Linda música que lembra uma bebida...
Fez de mim teu homem, no lugar de amigo!

Como enleva aquela noite relembrar!
Reviver a música de minha vida...
Voltar àquela amizade singular,
Então repleta de paixão recolhida.

 

A tal música nos pôs em sintonia!...

E os corações batendo à mesma frequência.

Paixão intensa a partir daquele dia

E palavras de amor com mais eloquência


Foi tudo tão natural e de relance.
Brindamos com champanhe, a nosso critério.
A simples amizade virou romance
E o nada se transformou em caso sério.

Sei que foi algo que só Eros decreta,
Dádiva que rompeu minha solidão;
Chegou-me, assim, a alma gêmea completa,
Que se alojou de vez em meu coração.

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 19/06/2010

 

UMA DANÇA AO LUAR

Ógui Lourenço Mauri

 

Lembro-me bem daquela praia deserta,

Quando a noite, enfim, assassinou o dia;

A estrela-d'alva foi o sinal de alerta

Tocante ao cenário que nos envolvia.

 

Ao tempo em que o negrume abria seu manto,

As estrelas fulgiam o firmamento.

A lua cheia,  como que por encanto,

Sintonizou-nos no mesmo pensamento.

 

O barulho do mar fez papel de orquestra,

Coadjuvado por afrodisíaco vento.

Dança ao luar foi o aperitivo extra

Para um amor total em pleno relento.

 

Dançando, eis que caímos na horizontal.

Rolamos na areia bem abraçadinhos.

Percorremos o traçado natural,

Éramos ali dois amantes sozinhos.

 

Da dança ao luar... nosso sonho, afinal.

Aos poucos, nos vimos em plena nudez.

Surgiu, indomável, o instinto animal

E a lua banhou nossa primeira vez.

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP)6/201.04/00.

GESTOS E PALAVRAS
Ógui Lourenço Mauri

Gesto é um termo de duas definições:
Dá, a primeira, ideia de movimento,
Enquanto a segunda tem por fundamento
O brilho e enlevo de certas ações.

Temos na palavra a exteriorização
Do que nosso íntimo deixa vazar.
A palavra é instrumento singular,
Algo refratário ou de aproximação.

Teus gestos e palavras lembram poesias

Exclusivas das aptidões femininas.

Parecem versos de rimas repentinas,

Que atiçam meus desejos e fantasias.

Sabes usar esses dons com maestria,
És mulher inteligente e resoluta.
Em todas as batalhas, ganhas a luta;
No amor e nas lides de todos os dias.

Sou vidrado em tua poesia e lucidez...
No visco de teus traquejos, me prendi;
Teus gestos humanos, eu sempre aplaudi
E às tuas palavras, entreguei-me de vez.

Catanduva (SP), 14/05/2010

Ógui Lourenço Mauri

MINHA HOMENAGEM A TODAS AS MÃES

Neste segundo domingo de maio, quando, no
Brasil, o calendário assinala o "Dia das Mães",

presto minha homenagem -- com um simbólico

 aceno de respeito e consideração, além dos

meus parabéns -- a todas as mães brasileiras,

bem como àquelas de outras nacionalidades que,

como nós,  consagraram tal data com esta

significativa comemoração.
Que o "Dia das Mães" seja motivo de um encontro
marcado pela alegria da família reunida e pela
reflexão em busca do fortalecimento dos laços
entre a mãe e sua prole.
Àqueles que, como eu, já não contam com a
"mamãe" por aqui, fica meu abraço, como a
 engrossar a legião dos que, num dia como este,
sentem bater no peito uma enorme saudade.
Meu carinho a todas as mães do "Mundo dos Vivos"!
À minha, as lágrimas e as rosas em sua campa...

Ógui Lourenço Mauri

09/maio/2010


Minha Mãe... Uma Saudade!
Ógui Lourenço Mauri

Mamãe, sinto-me um órfão tão solitário,
Um vazio me deixa triste e sem ação...
Em meu íntimo, sinto forte emoção
Quando chega o Dia das Mães no calendário.

Como eu gostaria de ter o compromisso
De ainda ir à loja e comprar teu presente,
Passar contigo um domingo diferente
E alguns dias antes, feliz, só pensar nisso.

Saudoso, ainda me lembro de tuas reações,
Lágrimas de alegria, gestos todos teus,
Junto à vasta prole abençoada por Deus;
Cenas sem reprise; hoje, recordações.

Como tu sorrias fácil a qualquer piada,
Mesmo das sem graça que um filho dizia.
Que falta dos domingos com alegria...
Quanta saudade de tua macarronada!

No Dia das Mães, só resta agora o dever
De em tua campa pôr flores, numa visita,
Beijar tua foto, de mirada bonita;
Ritual a cumprir enquanto eu não morrer.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 07.05.2004

Felicidade
Ógui Lourenço Mauri

Às vezes, absorto em minha introspecção,
À mente me chega com facilidade
A visão tão minha de "felicidade",
Ao sabor do pulsar de meu coração.

Felicidade é de longe ser querido,
Num pacto de amor e de mútua confiança.
Felicidade é sonhar, ter esperança...
Saber que, nessa fé, sou correspondido.

Felicidade é navegar em teus poemas,
É enfronhar no sentido de tuas rimas.
É decorar e aplaudir tuas obras-primas,
Já que, com elas, me colocaste algemas.

Felicidade é amar tu'alma primeiro,
Antes de sentir ao vivo teu calor.
Encantar-me com tua beleza interior
Para depois ver teu corpo por inteiro.

Felicidade é ter o pressentimento
De que estaremos, em breve, frente a frente.
Eu espero afoito por este presente,
Uma recompensa pro meu sofrimento.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 23.04.2009

BRASÍLIA, ELES NÃO PRESTAM

MAS EU TE AMO!

Ógui Lourenço Mauri

Cinquentona, com traços de menina,

Sempre mais linda ao avançar na idade.

"Ex-Capital da Esperança" fascina,

Hoje, como "Capital da Realidade".

 

Tens na classe política um entulho,

Moradores de três dias por semana.

Deixa, porém, túrgido teu orgulho...

Teu brilho, nenhum político empana.

 

Brasília, eles não prestam mas eu te amo!

Encantas o forasteiro enciumado,

És obra de JK que eu aclamo,

O sonho de Dom Bosco realizado. 

 

Salve, teus verdadeiros habitantes!

Legião de labores ininterruptos,

Que refuta os acenos aliciantes,

Mesmo no meio de tantos corruptos.

 

Brasília, eles não prestam mas eu te amo!

Tua viva História massacra os escândalos...

Pois teu povo não é do mesmo ramo

Que se ajusta aos políticos e vândalos.

 

Desde Juscelino, plena de glória,

Quanto mais te conheço, mais me inflamo.

Tua beleza singular é notória...

Brasília, eles não prestam mas eu te amo!

 

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 21 de abril de 2010.

MULHER DE DUPLO PAPEL

 

Ógui Lourenço Mauri

 

A cada 8 de março que chega, o "Dia Internacional da Mulher"

mostras de que a fatia "homem" da Humanidade

vê, cada vez mais com os olhos do reconhecimento, o papel

da mulher na Sociedade.  E pari passu com os  avanços dela -

- inconteste gênese dos humanos --, têm aumentado,

quando chega essa efeméride, as homenagens e as

reverências provindas do vaidoso território masculino.

 

À mulher, no seu dia internacional, não faltam elogios à mãe,

carinhos e afagos à esposa, à namorada, à namoradinha...

Sobram gestos de apreço à irmã, à amiga mais chegada e

menção à parteira do primeiro tapinha. E vem o

reconhecimento à professora, à médica da família, à

instrutora do catecismo... No "Dia Internacional da Mulher",

dedicam-se preitos de admiração à atriz da novela, à atleta

do basquete, à cantora, à escritora. Para muitos, bate forte

n'alma recordações do ente-mulher que já deixou o mundo

dos vivos: saudade da esposa que já se foi, da filha

precocemente falecida. Para certos mortais, paira a imagem

da mulher que eles não conheceram: a que morreu de parto

no seu nascimento. E ainda há os que buscam, em vão,

homenagear a mãe que, por razões que não querem saber,

deixou o ainda bebê na mão de estranhos e desapareceu.

 

São muitas, justas e crescentes as homenagens que o

homem, como indivíduo, tem prestado à mulher. É um

reconhecimento -- pessoal e todo seu -- dos avanços e

conquistas dela nos últimos tempos. No entanto, nesses "8

de março" todos, os jornais e meios de comunicação não

têm seguido a postura desses indivíduos na homenagem

à mulher e tampouco têm dado abrangência maior no enfoque

das atividades femininas.

 

A cada "Dia Internacional da Mulher", esses veículos apenas

se preocupam em homenagear, destacar, tecer loas e

descobrir predicados em mulheres empresárias, políticas,

artistas, intelectuais, "socialites" e outras do mesmo

naipe. Suas matérias contemplam geralmente nomes que

alavancam a tiragem do jornal ou a audiência da TV. Quando

não, focalizam clientes em potencial para suas publicações remuneradas.

 

Nenhum desses órgãos se lembra de homenagear a mulher que,

identificada com a miséria, exerce duplo papel na missão que o

destino lhe reservou. Aquela que, ignorada pelo jornal,

 desamparada pela assistência oficial e descartada pela

população de posses, desempenha, a duras penas, as funções

de pai e mãe ao mesmo tempo. E, não raro, de avó e avô.

 

Não precisamos avançar na procura para encontrar mulheres que -

- mãe solteira, ou separada, ou abandonada pelo marido -

- assumem com muito amor e responsabilidade as funções

de pai e mãe. E as exercem com dignidade, fazendo jus

ao respeito e apoio da Sociedade.

 

É para essa mulher esquecida -- de duplo papel -

- o meu aceno, a minha homenagem!

 

Ógui Lourenço Mauri

Catanduva (SP), 07/03/2003

 


Catanduva (SP), 12.02.2010.

Nossa "Praça da Apoteose"
Ógui Lourenço Mauri


Quanta saudade do Carnaval passado!
Soberbo nos sonhos, farto em fantasia...
Dois teclados a comandar a folia,
Ao sabor de um amor virtual inflamado.

Nossos passos dispensavam samba-enredo,
Nada de confete nem música ao vivo...
Carnaval de eito cibernético, ativo,
Varando as noites, até de manhã cedo.

De fora, não nos chegava o movimento,
Puro silêncio marcava o tom da orgia.
Só mesmo o pulsar do coração se ouvia,
O mundo era nós dois àquele momento.

Longe dos desfiles e da multidão,
Trocávamos juras ao computador.
À distância, nossos enlevos de amor,
Rimas de coração para coração.

Sequioso estou para repetir a dose,
Eis que o Carnaval acaba de chegar...
São dois computadores a desfilar
Em nossa tão virtual "Praça da Apoteose".

Ógui Lourenço Mauri

Fecha os olhos
Ógui Lourenço Mauri

Fecha os olhos, joga a mente pro meu lado...
De olhos fechados, terás a percepção
(Que de olhos abertos não tens notado)
De que já tomei de vez teu coração.

Fecha os olhos, que eliminas a distância...
Assim, terás meu ser pertinho de ti.
Por milagre, sentirás minha fragrância
E os bons fluidos que te chegarão daqui.

Fecha os olhos, não vejas nada lá fora...
Concentra teus cinco sentidos em nós.
Pensa que estou aí pra não ir embora,
Ouve baixinho -- só pra ti -- minha voz...

Fecha os olhos, inventa nosso futuro...
Faz dele nossas vidas sem embaraços.
Enlace divino de um casal maduro,
Movido a impulsos só de beijos e abraços.

Fecha os olhos, sente a sublime junção...
De carícias, de prazer e muito suor.
Em nossa alcova de amor, tudo é paixão,
Realizando, enfim, nosso sonho maior.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 06.02.2010

Respeitei os direitos autorais

Uma História de Amor
Ógui Lourenço Mauri


Nosso idílio escreve uma história de amor.
De princípio, de um meio e final feliz.
Começou faz tempo e mantém o fulgor,
Numa convivência de lindo matiz.

Parece que foi ontem a tal canção
Que acoplou nossas almas tão de repente.
Nossos corações se uniram, desde então,
Em linda história de amor sem precedente.

Hoje, te amo como da primeira vez.
Sinto o sangue ferver, forjo fantasias.
Pairo nas nuvens ao sabor de tua tez,
Que atiça meu ímpeto todos os dias.

És bálsamo que cura minhas feridas,
Tu pões brilho em meus olhos quando sorris.
Encarnas o tônico de nossas vidas,
De teus dogmas humanos, sou aprendiz.

Tudo que é meu é teu, sim!... E vice-versa!
Reciprocidade cabal, verdadeira...
Solidários quando a fase for adversa,
Vivemos a dois bem à nossa maneira.

Passado e presente nos impõem a proeza
De um futuro que será lindo e risonho.
Convicto, jamais me afastei da certeza
Da realização total de nosso sonho.

Eu sei que estamos juntos nesta existência
E creio retomar tuas mãos nas Canduras,
Nosso amor, sob respaldo da Providência,
Prosseguirá eternamente; nas Alturas.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 23.12.2009

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E o Aniversariante?
Ógui Lourenço Mauri


Na TV, vejo a garota escultural.
No "outdoor", outra; de visual provocante.
Faz-se onipresente o apelo comercial...
E ninguém lembra mais do Aniversariante.

Ficou de lado a confraternização,
O "dar as mãos" já não é tão importante.
Natal deixou de ser festa de cristão
E ninguém lembra mais do Aniversariante.

A pretensa festa-mor da Cristandade,
Aos poucos, derivou para outra variante,
Não revive o Aniversário de verdade
E ninguém lembra mais do Aniversariante.

Papai Noel, "amigo secreto" e algazarra,
Por força da propaganda extravagante,
Tudo impôs ao Aniversário uma farra
E ninguém lembra mais do Aniversariante.

Músicas tocam, anunciando Jesus...
"É Natal!... É Natal...", vibra o comerciante.
Muita festa; fartos presentes e luz...
E ninguém lembra mais do Aniversariante.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 08.12.2009.

A VOZ DO VENTO

Ógui Lourenço Mauri

Nesta solidão, pude enfim perceber

Que a distância alimenta meu pensamento.

Agora, eu sei que é ela que dá voz ao vento

Quando ele vem forte em meu rosto bater.

Sim. Eu sei que é tua voz que o vento conduz,

Traz teu perfume e, de teus olhos, a luz;

Eólica injeção de amor para meu ser.

 

Esta brisa sonora que tem teu cheiro,

Dá um toque afrodisíaco, que revigora;

Teu calor chega e a meu tato se incorpora,

Sinto ao vento teu corpo por inteiro...

Quando o sopro soa mais forte em meus ouvidos,

Mais o amor por ti desperta em meus sentidos,

Num quadro de excitação já rotineiro.

 

Este amor aerívoro, de abstinência,

Em que procuro teus olhos mas não vejo,

Não posso te abraçar no auge do desejo,

Preciso de uma reversão de emergência...

Apesar do vento que me liga a ti,

Meu coração pede tua presença aqui...

E que seja para sempre, com urgência!

 

Ógui Lourenço Mauri

24/03/2007

TODOS OS DIAS, MINHA NAMORADA!
Ógui Lourenço Mauri

Quando o calendário provoca o bulício
A caráter do "Dia dos Namorados",
Da tal data magna dos apaixonados,
Não chego a me tocar por algum indício.

Minha namorada de todos os dias!...
Cotidianamente, tu me dás presente.
Por amor, eu não seria diferente,
Brindo-te com meus carinhos e manias.

Nosso idílio não tem dia especial,
Todos são iguais, marcados pelo amor;
Este, perpetuado pelo ardor
Pirogênico de um feliz casal.

Um "Dia dos Namorados" permanente;
Uno, alheio à data comemorativa...
Daí, alimentamos a expectativa
Do futuro ainda melhor que o presente.

Comemoramos juntos, todos os dias,
"Dia dos Namorados" convencional.
Para nós, ininterrupto e pactual:
Tenho tudo; e tu, tudo que querias!

Ógui Lourenço Mauri
10/06/2006

NÃO TIRE O VERDE DO "PULMÃO DO MUNDO"!

Ógui Lourenço Mauri

 

Alienígena, deixe a nossa Amazônia!

Cuide, em sua terra, dos crimes ambientais

Praticados por seus vesgos ancestrais,

Artífices da poluição, da acrimônia.

Não nos subestime por erros alheios,

De larápios de fora já estamos cheios...

Nós somos um país e não uma colônia.

 

O "Primeiro Mundo" foi o vanguardeiro

Nesta decomposição do ecossistema

E agora pensa resolver o problema

Com o "Inferno Verde" e seu verde-celeiro.

Gringo voraz, procure outra solução!...

Sem essa de internacionalização

De parte do território brasileiro!

 

O Planeta quer um estudo profundo,

Impondo obrigações às "Grandes Potências",

Que precisam arcar com as conseqüências

E reverter de vez este ambiente imundo.

Que se salve a vida na face da Terra

Sem atritos ideológicos, sem guerra...

Sem tirar o verde do "Pulmão do Mundo".

 

Ógui Lourenço Mauri

05/04/2007  

  

 

CONVOCAÇÃO DAS ALTURAS
(À Memória do amigo português, José Luís Barros)
Ógui Lourenço Mauri

José Luís, agora estás nas Alturas,
Tanto quanto aqui, mostrando teu valor...
Por ajuste às Leis do Plano Superior,
Tu deixaste os vivos, ganhando as Canduras.

Subiste de posto na escalada a Deus,
Deixando o amor ao próximo como templo;
Nesta vida, tua passagem foi exemplo
Que trouxe fé e abrigo aos amigos teus.

Imagino os anjos a tocar sirenes,
Saudando, num uníssono, tua chegada,
Anunciando que estás em nova morada,
Mais próximo de Deus, com elos perenes.

Que vazio deixaste no "Mundo Virtual"!...
Faz falta teu senso conciliador.
Nesta Rede em que campeia o desamor,
Eras como um antídoto natural.

Até mais ver... meu grande amigo, meu guia!
Ainda eu tenho muito que aprender contigo.
Por ora, minha missão aqui prossigo,
Convicto de que te abraçarei um dia.

Ógui Lourenço Mauri
04.03/.2007

"ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE" (*)

Ógui Lourenço Mauri

 

Entrelaçamento social, hoje em dia,

Deixa as classes rica e pobre mais distantes,

Os costumes de "apartheid" são flagrantes,

Casais de origens díspares, utopia.

O rico procura na elite sua consorte

E esta vê na fortuna ampliada sua sorte.

Assim caminha a Humanidade, arredia.

 

Famílias marcadas pela secessão,

Vítimas da cruel ambição de fortuna,

De um postulado que não se coaduna

Com a convivência de irmão com irmão.

No cotidiano só se pensa em vingança,

Desapareceu da mente a esperança

De se seguir os fatos pela razão.

 

Enfim, que maravilha se entrasse em cena

A união familiar entre ricos e pobres!

Por certo, traria conseqüências nobres

Dando a nós, humanos, vida mais amena.

Como está, é uma constante luta armada,

É um "salve-se quem puder", é uma cilada.

Assim caminha a Humanidade... Que pena!

 

Ógui Lourenço Mauri

27/04/2006

 

(*) - Inspirado no filme "Giant" (Título original, em Inglês)

No Brasil, "Assim Caminha a Humanidade".

             Em Portugal: "O Gigante".

AH... O CARNAVAL DE OUTRORA!
Ógui Lourenço Mauri

Tenho saudade do antigo Carnaval...
Quem me dera poder ver tudo de novo
Sem o engodo da intervenção oficial,
Tudo sob a espontaneidade do povo!

Como era gostoso ver a multidão
Pondo pra fora os males do ano inteiro,
Alheia às regras da televisão,
Querendo alegria em vez de dinheiro.

"Passarela do Samba" não existia...
Nada era feito só para os turistas.
Que pena!... Tudo está mudado hoje em dia,
Carnaval virou um desfile de artistas!...

Qual a graça de cantar o samba-enredo,
Lendo os versos distribuídos na hora?
O "folião" é tratado qual brinquedo...
Que saudade das marchinhas de outrora!

Como eu queria brincar com minha amada
Sem me ajustar a essa metamorfose...
Abraçados, na avenida iluminada;
De todos, a "Praça da Apoteose".

Ógui Lourenço Mauri
03/02/2005

AMIGOS

Ógui Lourenço Mauri 

Deus não nos permite escolher nosso irmão,
Um ser consangüíneo, vindo de nossos pais,
Mas a sabedoria divina não nos negará jamais 
A escolha do amigo por nossa própria opção.

Quando a desesperança já me tomava por inteiro,
Derrotado nas pelejas duras, próprias da vida,
Encontrei teus braços abertos, a tua acolhida,
Atitudes incontestáveis do amigo verdadeiro.

Por tuas mãos coloquei-me novamente de pé...
Agora, tua amizade é sinônino de energia,
Nossa troca de conhecimentos traz a sinergia,
Que nos faz, juntos, lutar sem perder a fé.

São amplos os horizontes advindos de nossa amizade,
Muito já usufruí e assimilei de teus ensinamentos;
Por certo, também já te passei alguns conhecimentos,
Já que o apego fraterno se sustenta na reciprocidade. 

Nossa visão de amor ao próximo é convergente,
São idênticos nossos propósitos de paz e amor,
Almejamos a Humanidade feliz e o Mundo sem dor,
Fraternidade sem fronteiras e de toda a gente.

Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP) - Brasil
26/03/04

JANELA DA VIDA

Ógui Lourenço Mauri

Como um ser da luta e persistente,
Tento ver a vida desde uma janela

E meus olhos, sempre a partir dela,
Enxergam com otimismo lá à frente.

Com certeza, minha vida é o cenário,
Que, bem ou mal, vejo desde a janela;
Se com bons olhos... toda a vista é bela,
Se com olhar estrábico, vira um calvário.

Quanto mais aberta essa janela da vida,
Mais surgirão as oportunidades do bem;
Às minhas preces, os anjos dirão amém
E sempre terei amigos me dando guarida.

A janela da vida não deve ficar fechada,
Precisa se safar dos males da escuridão;
A janela da vida tem que nos dar a opção
De avistar o horizonte de forma ampliada.

Da janela da vida, construo meu futuro,
É a partir dela que planejo meus passos,
Distingo de longe possíveis embaraços
A tempo de eliminá-los e caminhar seguro.

Ógui Lourenço Mauri
08/06/2004

MINHA CATANDUVA FLORIDA!

Ógui Lourenço Mauri

 

As flores chegam à "Cidade-Feitiço"...

Até que, enfim, termina a longa espera!

Setembro agoniza, já é Primavera

Com seus novos ares que não desperdiço.

 

Que linda, minha Catanduva florida!

Fascinam-me os matizes de seus ipês,

Uma pictorial paisagem que Deus fez

Em todo o traçado da longa avenida.

 

Catanduva se refaz na Primavera...

Cada ângulo é um cartão-postal,

A cidade é uma pintura natural,

Seu colorido ganha a ionosfera.

 

A brisa que respiro na Primavera

Coloca-me na fronteira do delírio;

Nos jardins, suas flores são um colírio

Saído de onde a Natureza impera

 

Reina de novo a "Estação das Flores!

Valeu aguardar... É a felicidade!

Novos fluídos envolvem a cidade;

Nos romances, beijos com outros sabores!

 

Ógui Lourenço Mauri

17/09/2006

PORQUE TE AMO.
Ógui Lourenço Mauri

Porque te amo, driblo tempestades.
Contigo, os meus sonhos arquiteto.
Supero,cônscio, as adversidades,
Movido por teu amor e afeto.

Porque te amo, adoro esta vida.
É o amor presente, qual um remédio.
É tua voz linda e a mão estendida;
A companheira que alivia o tédio.

Porque te amo, sou muito feliz.
Tu és o maior presente de Deus.
O amor sonhado, o que eu sempre quis.
O motivo maior dos dias meus.

Porque te amo, gosto do teu jeito.
Do teu sorriso e determinação.
Graças a ti, carrego aqui no peito
Um romântico e fiel coração.

Porque te amo, eu sonho acordado
E quando eu durmo te vejo também.
Diuturnamente, em ti estou ligado,
Fiz-me de tua alma um refém.

Porque te amo, eu faço meus versos,
Em que pese meu linguajar inculto...
E, mesmo nos momentos adversos,
Minha poesia flui sob teu vulto.
Ógui Lourenço Mauri

rose

UM CAVALHEIRO, UM POETA!

 

Ógui Lourenço Mauri

 

A ntes de tudo, tu és um cavalheiro

L apidado nos exemplos de teus pais;

B atalhador ao feitio dos ancestrais,

E stás fadado a ganhar o mundo inteiro.

R efulges como poucos nas atitudes,

T ens profissionalmente tantas virtudes;

O xalá que sigas assim, altaneiro!

 

P oeta vivo, espelho do amante,

E screves para balançar corações!...

Y oli Fidanza prega  as exaltações

R umo às mulheres, de modo estimulante.

A ti, poeta, sobra mais poesia...

N otável inspiração, a regalia,

O utorgada por Deus a um autor brilhante.

 

Ógui Lourenço Mauri

22/04/2006

UN CAVALLERO, UN POETA!

Ógui Lourenço Mauri

A ntes de todo, eres un caballero

L apidado en los ejemplos de tus padres;

B atallador a la forma de los ancestrales,

E stás predestinado a ganarte el mundo entero.

R efulges como pocos en las actitudes,

T i enes profesionalmente tantas virtudes;

O jalá que sigas así, ¡altanero!

P oeta vivo, espejo del amante,

E scribes para agitar los corazones...

Y oli Fidanza predica las exaltaciones

R umbo a las mujeres, de modo estimulante.

A ti, poeta, te sobra más poesía...

N otable inspiración, la regalía,

O torgada por Dios a un autor brillante.

 

Ógui Lourenço Mauri

22/04/2006

 

Versión en Español

David Yauri

www.lalenguaespanola.com.br

A DANÇA ME CONTAGIOU
Ógui Lourenço Mauri

Ao fascínio da envolvente melodia,

À dança frenética de tanta gente,
Ninguém consegue ficar indiferente...
Todos juntos, no ritmo da alegria!

Vem, meu amor! Entremos logo na pista!
Não há tempo a perder nesta linda festa;
No salão tomado, pouco espaço resta...
Animação dessas, não há quem resista!

Assim mesmo!... Tu sabes melhor que eu!
Fico encantado com tua evolução,
Sigo teus passos, pegando tua mão,
Não perco, sequer, um movimento teu.

Que graciosa estás com este vestido!
Ele te deixa ainda mais lépida e bonita;
Aos meus olhos, é teu corpo que gravita,
Enquanto eu danço contigo, embebecido.

Estou contagiado por este ambiente,
Por esta multidão que dança feliz;
Estou, enfim, fazendo o que sempre quis:
Dançar com meu amor, deliciosamente.

Ógui Lourenço Mauri
23/01/2006

ÁGUA NOS OLHOS

Ógui Lourenço Mauri

 

Meus olhos cheios d'água... nada fiz!

Só deu pra ver um confronto desigual

De um bandido matando o policial;

 

O "Poder do Crime" tomando o país

Aquele assassino, de metralhadora!...

Um soldado e sua arma sucateada!

A polícia cada vez mais desarmada,

 

A criminalidade mais avassaladora

Meus olhos cheios d'água... Morreu um pai!

Nas prisões, as leis emanam dos bandidos;

Nós, cidadãos de bem, estamos perdidos,

O povo, com medo, nem às ruas sai...

 

Deus, ainda há político que presta?

Precisamos de uma reversão urgente:

Atrás das grades, o bandido; e não a gente!

 

Esta é a esperança que nos resta!

Meus olhos cheios d'água... Pelo Brasil!

Políticos, ajam mais e roubem menos!

Dêem atenção para nossos acenos:

Inibam o crime; à polícia o fuzil!

 

Ógui Lourenço Mauri

19/05/2006

MÃE, MUDOU A ROTINA!

Ógui Lourenço Mauri

 

Mãe, quantas mudanças desde a tua partida!

Tua falta me impôs alterar a rotina...

E, a partir da caminhada matutina,

Mudou-se o cotidiano de minha vida.

Logo cedo, agora faço outro caminho,

Pois eu já não tenho mais teu cafezinho,

De todas as manhãs, na tua acolhida.

 

Faz-me falta tua piada matinal,

Pois mesmo com as sem graça eu sorria.

Teu semblante irradiava alegria,

De mãe para filho, algo umbilical...

Não tenho mais notícias da vizinhança,

De meus amigos dos tempos de criança,

Máxime as de enfoque confidencial.

 

Eu passo longe de tua casa agora.

Evito, assim, lembrar que tu já partiste,

Contorno o dissabor dum momento triste,

O da certeza de que já foste embora...

Sei, porém, que ainda guias os passos meus,

Pois sempre que preciso falar com Deus,

Vejo, do Alto, a imagem da senhora.

 

Ógui Lourenço Mauri

26/04/2006

UMA LEMBRANÇA... UM PRESENTE!
(Ao Anjo Bellinha, que se foi)
Ógui Lourenço Mauri

Eu sei que aí no Plano Superior,
Tudo te acontece bem diferente,
Vês, satisfeita, tomada de amor,
Esta lembrança que é um presente.

Teu doce olhar conversava comigo,
Entendias tudo que te dizia,
Meu amor por ti, um apego antigo,
Esperava ouvir tua voz um dia!...

Não deu tempo de eu ter esta emoção!
Das Alturas, recebeste um chamado...
Era o término de tua missão,
Uma breve passagem a nosso lado.

Queria escutar a tua fala,
Prestes a sair, a qualquer momento.
É um desejo que ainda me abala,
Tenho esse ato em meu pensamento.

Minha doutrina, que é minha escola,
Faz da lembrança um lindo presente,
Pois é este credo que me consola:
Ainda vamos estar frente a frente!

Ógui Lourenço Mauri
07/10/2005

VAMOS DAR AS MÃOS, INTERNAUTAS!
Ógui Lourenço Mauri

Não!... Não foi este o Mundo Virtual
Que tempos atrás me deu boas-vindas!...
Tenho saudade daquelas atitudes lindas,
Predominantes no relacionamento pessoal.

Não havia este bulício no ambiente cibernético,
Prevalecia  a amizade em todas as situações,
As mensagens sadias aproximavam corações,
Num intercâmbio menos ríspido e mais poético.

Vamos dar as mãos e retomar a fraternidade,
Devolver ao contato virtual o instrumento de paz,
Reeducar o internauta como um mediador eficaz
Para acabar com os conflitos e tanta atrocidade.

Façamos desta rede universal uma grande corrente.
Vamos dar as mãos!... A amizade pede passagem!
Deixemos a crítica contumaz em prol da homenagem.
Abaixo a maledicência, tão em voga, ultimamente!

Com toda certeza, não foi este o Mundo Virtual
Que nos deu tantos amigos logo à nossa chegada.
A nave está fora de rota e a tripulação desnorteada,
Queremos a paz de novo, tudo voltando ao normal!

Ógui Lourenço Mauri
07/11/2004

MULHER... A VIDA !...

Ógui Lourenço Mauri

Sim!... É a partir dela que começa a vida...
Mulher é gênese, a concepção!
A superprotetora do embrião,
em sublime encargo, por Deus escolhida.

Em seu ventre, o feto sob proteção.
Dá à luz!... A espécie que se perpetua!
Amamenta... Missão exclusiva sua!...
Enquanto cresce a cria, dá-lhe educação.

Do filho, vive as vitórias e fracassos.
Às vezes, no lugar de mãe e de pai,
mas é aí que sempre se sobressai
o instinto de mulher ao dar os passos.

Mulher é vida... Um ser polivalente!
Ora é mãe; depois, companheira, amante.
Detalhes que o homem conhece bastante.
Sem ela, não seria um sobrevivente!

Mulher é vida... Se revestiu de glória!
Competência lhe resultou em conquista.
Eis que agora na sociedade ela é vista,
tanto quanto o homem, fazendo a História.

Ógui Lourenço Mauri
06.03.2005

AO MEU PAI, NO ALÉM...
Ógui Lourenço Mauri

Meu pai, você continua vivo em meu coração,
embora não esteja mais no meu convívio;
é pensando em você que recobro o alívio
e sinto que de onde está ainda me dá a mão.

Tenho como bússula a sua figura no além,
conferindo minhas vitórias e meus fracassos;
sei que está aí, acompanhando meus passos,
noto sua força me encaminhando para o bem.

Sua abrupta partida para um Plano Superior
sequer interrompeu os seus ensinamentos,
pois eles me surgem em todos os momentos,
como postulados, afeitos ao trabalho e amor.

À minha prole tenho repassado sua diretriz,
que fez de mim um homem à sua semelhança,
adepto da luta, sem nunca perder a esperança
e um condutor persistente, de uma família feliz.

Às vezes me dá uma vontade incontida
de irmos juntos a um estádio de futebol,
torcer pelo "Verdão", com chuva ou com sol,
os dois alegres ou tristes ao final da partida.

Ainda sinto falta de sua indisfarçável satisfação
ao contar aos amigos os avanços de cada filho;
nessas horas, seus olhos revelavam tanto brilho,
pondo à mostra as dimensões dum paternal coração.

Quem me dera estar este seu filho agora
comprando seu presente para o Dia dos Pais,
preocupação gostosa, que não terei jamais...
Que pena, meu Velho, que já tenha ido embora!

Ógui Lourenço Mauri
05.08.2004

CANÇÃO DA VIDA
Ógui LourençoMauri

A vida é uma canção envolvente,
Cujos solfejos são a esperança;
As estrofes, os passos à frente;
O estribilho, a perseverança.

Colo de mãe, primeira canção...
Que faz dormir ao peito materno.
De mãe para filho, a sensação...
De um cordão umbilical eterno.

Cantos orfeônicos na escola;
Adolescente, preso à TV.
Hino do time que é bom de bola,
Tudo é canção a nossa mercê!

Ao adulto, a canção é constante.
São lentos às vezes seus compassos,
Mas seu alvoroço é mais flagrante,
Com imprevistos e embaraços.

A vida, enfim, é uma partitura.
Somos o maestro com batuta.
Damos o ritmo à lide dura,
Temos tudo pra ganhar a luta!

Ógui Lourenço Mauri
30.07.2005

PAPAI NOEL, ESTE ANO SERÁ DIFERENTE?
Ógui Lourenço Mauri

Papai Noel, eu ainda me lembro bem...
Ano passado, aguardei em vão teu presente,
espero que desta vez seja diferente,
que me consideres um teu filho também...

Papai Noel, tu precisas me explicar
por que só compareces às casas bonitas,
sendo ali infalível com tuas visitas,
enquanto te esqueces das crianças sem lar.

Ter dia marcado para ganhar presente,
eis, Papai Noel, uma tradição nociva...
Que a todas as crianças gera expectativa,
mas que contempla as privilegiadas somente.

Eu desconfio de que não vai mudar nada...
Desde o outro Natal, a vida só piorou,
não conheço meu pai, mamãe me abandonou,
integro a classe da infância desamparada.

Mas eu tenho alguma esperança, mesmo assim,
de ir à praça, poder me banhar na fonte
e esperar ansioso, debaixo da ponte,
chegar Papai Noel com presente pra mim.

Ógui Lourenço Mauri
17/12/2004

AOS QUE SE FORAM...
Ógui Lourenço Mauri

Não, não sei a qual deles mais me liguei,
nem qual deles me dá mais saudade;
sei apenas que jamais os verei...
Não mais terei essa felicidade!

Vi tudo tão natural quando a morte
os levou de vez de minha vida,
só hoje sinto a dor dessa má sorte,
não os tendo aqui dando guarida.

Receio que partiram desapontados comigo,
por minha indiferença aos conselhos dados;
arrependido, quero retomar já o abrigo
dos sábios ensinamentos deixados.

Não consigo estancar o meu pranto,
que a cada dia aumentando vai.
Deus meu, como sinto tanto...
a falta de minha mãe e de meu pai...

Ógui Lourenço Mauri
21/09/2002

OLHAR DE POETA

Ógui Lourenço Mauri

Olhar de poeta capta diferente...
Em vez de empecilhos, vê a beleza!
É o poeta que sempre passa pra gente,
Dos  puros sentimentos, a sutileza.

Da adversidade ele tira poesia,
Nas densas trevas, o poeta põe luz;
Sabe transformar tristeza em alegria,
No vulto de Judas, projeta Jesus.

O poeta olha com a percepção
De quem sabe pôr encanto em sua rima.
O olhar do poeta deixa a sensação
De um ser altaneiro que enxerga por cima.

A Pátria, sob o olhar de um poeta,
Reconhecida é em seu esplendor.
Uma atitude de postura correta,
De quem em seus versos lhe dedica amor.

No olhar do poeta há a magia
Que a tudo transforma em inspiração.
Para os versos de amor ou de rebeldia,
Seu olhar é antena do coração.

Ógui Lourenço Mauri
11/03/2006

O BRASIL PARA NOSSOS FILHOS!

Ógui Lourenço Mauri

Meu Brasil, teu passado feito de glória
se impõe como o condão de teu presente!
Segue à risca os ditames de tua História,
não temas os percalços que vêm à frente!

Se vivemos o teu passado às avessas,
se o agora nos deixa a todos no escuro,
cobremos dos políticos as promessas,
retomemos, já, a busca do futuro!

Extenso e uno te fez a Geografia!
Em teu território, uma única língua!
Armas imponentes, de grande valia,
que põem as adversidades à míngua...

Em todos os quadrantes tens abundância,
riquezas à vista e veios minerais,
promissoras juventude e infância...
E assim não seremos vencidos jamais.

"Florão da América" no seu pedestal!
Mantém o foco e supera os empecilhos!...
Não somos só futebol e carnaval,
façamos o Brasil para nossos filhos!

Ógui Lourenço Mauri
17/08/2005

PORTUGAL

Ógui Lourenço Mauri

Oh, magna Pátria-Mãe de minha Pátria!
Que aos brasileiros deixou por legado
extenso território unificado,
além de preservada a língua mátria.

Portugal, pequeno na Geografia,
és gigante, porém, em tua História!...
Toda ela construída de glória,
a partir da primeira dinastia.

Lindo é o rubro-verde de teu pendão,
tanto quanto o nosso verde-amarelo;
mantemos na "cor da esperança" o elo
simbolizando um porvir de união.

Comunidade luso-brasileira...
Fraternidade, mescla cutural!
É o Brasil integrado a Portugal;
livres, a agir da mesma maneira.

Sou um brasileiro... Sou grato a ti!
Por meu país, que deste de presente...
Sem sangue derramado... Comovente!
Pra teu orgulho e da terra onde nasci...

Ógui Lourenço Mauri
27/05/2005


PRESÉPIO VIVO

Ógui Lourenço Mauri

Nos recantos pobres de minha cidade,
Em contraste com a arte das vitrinas,
Existem lá os presépios de verdade,
Debaixo da ponte ou num prédio em ruínas.

Enquanto nas lojas em exposição,
A opulência desfigura Belém,
Lá, sob a luz de vela ou de lampião,
Uma "Maria" pare um filho também.

Em vez de arte e luz fluorescente,
Atrativos do comércio natalino,
Na pobreza chega mais um inocente,
Uma indigente ganha mais um menino.

Há sempre um Papai Noel em cada esquina.
E nele se fixa todo um horizonte...
Total alvoroço diante da vitrina,
Ninguém chega a olhar debaixo da ponte.

Nem o choro alto do recém-nascido,
Que vem do subterrâneo miserável,
Atrai ao presépio vivo, escondido,
Alguém da vã sociedade responsável.
Ógui Lourenço Mauri
03.12.2005

MINHA MÃE... UMA SAUDADE!
Ógui Lourenço Mauri

Mamãe, sinto-me tão órfão e solitário,
um vazio me deixa triste e sem ação...
Em meu íntimo, choro muito de emoção
à chegada do Dia das Mães no calendário.

Como eu gostaria de ter o compromisso
de ainda ir à loja e comprar o teu presente,
de passar a teu lado um domingo diferente,
e de muitos dias antes, feliz, só pensar nisso.

Saudoso, ainda me lembro de tuas reações,
de teu choro de alegria, com gestos todos teus,
diante da vasta prole, abençoada por Deus,
cenas já sem reprise; hoje meras recordações.

Como era fácil teu sorriso a qualquer piada,
mesmo das sem graça que um dos filhos dizia;
que saudade da família reunida com alegria,
que vontade de saborear tua macarronada!...

No Dia das Mães, agora só me resta um afazer,
levar flores à tua campa, numa esporádica visita,
beijar aquela tua foto, de mirada meiga e bonita,
ritual que vai se repetir enquanto eu não morrer.

Ógui Lourenço Mauri
07.05.2004

 


RETRATO DE MULHER

Ógui Lourenço Mauri

Pobre mãe-menina, marginalizada!
Que deu à luz debaixo de uma ponte
um ser de paternidade ignorada...
Agora, mãe e filho sem horizonte!

Malvista, miserável e mãe solteira;
retrato de mulher achado no lixo,
pelo jeito, vai passar a vida inteira
enfrentando do destino o seu capricho.

Socialite às avessas no jornal,
com um filho recém-nascido na vida,
às vezes sai no noticiário geral:
retrato de mulher pedindo comida!

Ah, se a cronista da página social
não se preocupasse só com as madames!...
E mostrasse à sociedade por igual,
outro retrato de mulher, das infames!...

Só assim creio que seria possível
à camada rica se dar uma pista
do quanto ela se mostra insensível,
tão voltada para si, tão egoísta!

Retrato de mulher, foco de beleza!
Impróprio para propagar mendicância.
Não podemos contrariar a Natureza...
Retrato de mulher é só elegância!

Ógui Lourenço Mauri
21/02/2005

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