*Eugénia Frazão*


*A Rosa do meu Jardim*
Tu és a rosa do meu jardim
Quero-te sempre só para mim,
O teu nome pode ser qualquer
Pois para mim és a mulher
Ó Isabel ó Isabelinha
Chegas cheirosa ao fim da tardinha
E ao Sol pôr tu és rainha
Ó Isabel, ó Isabelinha!
O teu perfume fica no ar
Eu fico doido só de cheirar,
Ele cheira a rosa do jardim
Tu és mulher só para mim!
Isabel, Sofia ou Joana
Cristina, Marta ou Mariana
Que importa o nome que tens
Se ao fim da tarde, tu a mim vens!
És a essência do meu amor
No inverno és o calor,
Em meus braços eu te quero ter
Para em teus lábios me perder!
*Eugénia Frazão*
*Natal*
No Natal ... a lareira tem mais calor
As luzes ... brilho mais intenso
E o infinito, mais imenso!
Os sinos tocam em alegria
Replicando Avé Maria,
Parabéns pelo teu filho Jesus
Que à liberdade conduz!
E o Outono pela Natureza desfolhada
O Dezembro traz-lhe a beleza
Na noite fria recortada
O brilho da lua reflecte com clareza!
Acende o olhar na alvorada
Momentos que engrandecem cada Ser,
Esperança eternamente renovada
Enquanto o Natal acontecer!
*Eugénia Frazão*
Sal Sem Mar
Montinhos de sal
No meio da serra,
Tempero do sol
Aroma da terra!
Vista deslumbrante
Cristal e diamante,
Com cheiro de alecrim
Rio Maior é assim...
Lugar pequenino
Temperado pele naturesa,
Oferta do destino
Tão grande beleza!
Casas de tosca madeira
O sal sem mar, arrumadinho
Surpreendem os visitantes
Neste tão nosso cantinho!
E o cheiro que o vento nos traz
Como boas vindas da serra,
Estevas, alecrim e rosmaninho
Se misturão na bracura desta terra!
*Eugénia Frazão*
Toda a revolta e dor
Que eu não conseguia transpor
na agonia de sentir
eu, nem ousava mentir!
No pulsar da minha alma
de vez em quando a calma
sem saber sequer sonhar,
e a minha angústia ultrapassar!
No rosto daquela mulher
não me lembro um sorriso sequer,
só a maldade imperava
numa flor que germinava!
De um cacto bem espinhoso,
Espigo altivo e sedoso
Tentava ao Sol chegar
e em flor se transformar...
Rompendo as madrugadas
lágrimas de mãe guardadas,
na luz morna do meu dia
de mim ela não esquecia.
Doce mãe, quando te lembro
a tua ansiedade relembro
do tempo do não brincar
e pôr ti fico a rezar
*Eugénia Frazão*
Na areia que faz o meu caminho
deixo as pegadas - meu destino
que entrego com ternura ao vento
elevando-as até ao firmamento!
Rendilhando as nuvens que ultrapasso
descrevo assim, passo a passo
meu presente, meu futuro
na coragem que procuro ...
Levo comigo a doçura do Verão
fruta madura em minha mão,
saciando a fome do meu querer
no amargo que tem o meu saber!
Esta procura incessante
cada vez mais interessante,
minhas pegadas, já não vejo
aumentando assim, o meu desejo!
*Eugénia Frazão*
A Anqaeo Sol
Sinto-me pássaro voando
Na imensidão do infinito,
De beleza resplandecente
Soltando meu grito estridente...
Renascida qual Fénix
Sou Anqa estonteante,
Vestida de azul
Do Universo sou amante!
Sou jóia Real
Que Deus criou para o Mundo
Tão incandescente ...
De olhar tão profundo!
Tão enigmática ... Tão singular
Que para poder viver ...
Preciso voar... voar ... voar!
*Eugénia Frazão*

Entre Lírios e Alecrim
Preciso de espaço para viver
Como do ar para poder respirar,
Da poesia como alimento
De um cantinho sereno, para amar!
Dos lírios como de inspiração
De rosas que são fogo de paixão
Da erva verde, em redor de mim
Do aroma fresco do alecrim;
Da música trazida pelo vento
Fazendo rodopiar meu pensamento,
poema que o rouxinol cantou
E alguem assobiando, o emitou!
Preciso de espaço no meu tempo
Para aminha poesia poder deixar,
Entre lírios e alecrim em flor
Meus poemas, não irão murchar!
*Eugénia Frazão*
Roubei Com Amor
Roubei as cores ao Universo
Para fazer poesia em verso,
Das estrelas o dourado
Para teu sorriso ficar bem moldado!
A cor prata, tirei da lua
Para espelhar a minha rua
Das nuvens, a brancura
Para de minhas mãos, sair ternura!
Do sol roubei o calor
Para em mim nascer mais amor,
E dar a meus poemas a emoção
Traduzida em meus olhos, pela paixão!
Autora
*Eugénia Frazão*
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